"A Espiritualidade existe em todos os planos de existência e em todos os seres, seja encarnados, desencarnados ou extraterrestres. O momento é de transição, de libertação e de despertar nossa inteligência espiritual"

sábado, 21 de setembro de 2019

Aceitando a Morte

 
Nascemos com a única certeza de que vamos morrer, mas quando a Morte chega, nunca estamos prontos. Em nosso mundo, não sabemos lidar com a morte, a maioria das pessoas nem acredita ou então desconhece a vida após a morte. 

Quando alguém querido morre, sentimos muita, muita tristeza. Não aceitamos e ficamos até mesmo doentes, depressivos. Mas quando descobrimos que a vida se estende por fronteiras além da nossa vida física, que sobrevivemos à morte do corpo físico e que existe realidades ou dimensões que nem imaginamos, onde a vida se prolifera, sabemos então que nossos parentes queridos estão muito bem de vida, podemos até dizer que quem morre está mais vivo do que quem nasce. Por outro lado, a dor ensina. A perda nos ensina talvez e principalmente que essa não é a verdadeira vida, e que a verdadeira existência nos espera após o nosso desencarne após a nossa morte, e lá estarão também, esperando, nossos entes queridos. A perda ensina também a maturidade sobre a vida, ensina o amar sem apego. 

Enquanto estamos aqui temos que aprender aquilo para que viemos. Como uma escola, temos que aprender a sermos melhores primeiro com nós mesmos, não nos violarmos dando mais importância para o materialismo desse mundo do que para o nosso espírito. Apesar de passarmos por momentos difíceis e trevosos, que possam fazer parte de nossas vidas, pode-se encontrar a felicidade mesmo nos momentos mais sombrios, se a pessoa se lembrar de acender a luz. E a luz pode ser esse entendimento, de que a pessoa está bem, até mesmo melhor que nós, nós é que estamos na encrenca aqui nesse mundo, porém no final sempre nos reencontraremos, e esse entendimento pode ser uma faísca de felicidade no meio dessa escuridão.

Naqueles momentos que perdemos este alguém muito querido, sentimos aquela perda, aquela falta, aquele vazio, aquele sofrimento, toda aquela falta que faz, nos primeiros momentos a dor é cruel, ficamos doentes fisicamente dependendo da intensidade da perda. E apesar de ter todo o conhecimento espiritual, todas as informações de que existe vida após a morte, de ler todos os romances espíritas, apesar de até mesmo frequentarmos centros espíritas, sofremos com a perda. É como se o conhecimento adquirido não valesse nada diante de uma experiência como essa. E realmente não vale mesmo! Quando acontece, sentimos o baque da realidade e todos os sentimentos que fazem parte do pacote pois somos todos seres humanos e temos sentimentos. Mas depois que a tempestade passa, lentamente e gradualmente a teoria que possuímos começa a trabalhar, nos acalmando e nos conscientizando, até nos lembrando que essa vida é passageira e que também vamos morrer.

O fato é que, passando por uma experiência assim, despertamos de coisas fúteis e questionamos o que realmente importa na vida. Entendemos que a morte é um processo natural da vida, ela é mais certa do que a própria vida. Sei que tu que estas passando pela dor da perda e que estas lendo isso, é difícil de engolir essas palavras. Quando aconteceu, também era difícil para mim. Mas não fomos feitos para esse tipo de mundo perecível. Somos espíritos imortais, e estamos temporariamente aqui somente por uma experiência, para desenvolver nossas potencialidades. Estamos aqui somente em um estágio, depois vamos embora para a vida verdadeira, onde não existe a morte, dinheiro, ninguém morre de fome, sede, doença etc ou vamos então para outros projetos. Sempre nos reencontraremos com quem amamos, até lá, damos o nosso melhor nesse projeto em que aceitamos trabalhar antes de encarnar.

Eles continuam conosco, ao nosso lado, estão lá, com uma visão mais privilegiada torcendo e nos auxiliando.

Hoje, depois da minha perda, posso dizer que estou superando a dor, entendendo que devo honrar ele que não está mais em seu veículo físico aqui, trabalhando e vivendo no que realmente importa, começando a dar mais valor para mim mesmo, trabalhando minha espiritualidade e passar tudo o que beneficiará o progresso para frente, para benefício meu e de todos. Colocando o espírito acima da matéria, descubro então que estou aqui para fazer o meu melhor, e quando meu estágio aqui terminar, estaremos todos juntos novamente. Ou melhor, nunca estivemos realmente separados. Uma vez que se da o amor, o vínculo não se apaga, não termina, mas se transforma, evolui e as famílias espirituais aumentam infinitamente. Essa é a função do amor, unir.


"Aqueles que nos amam nunca nos deixam de verdade, e sempre podemos encontrá-los, em nossos corações".
(Sirius Black)
 

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